quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Twitter na escola ajuda?


Existem múltiplas formas de fazer do nanoblog um assistente divertido e eficaz, em sala de aula.

Sergio Amadeu da Silveira

O Twitter pode ser uma boa ferramenta para a Educação? Como um nanoblog com 140 caracteres pode apoiar o processo de ensino-aprendizado? O Twitter usado em sala de aula garantirá a múltipla atenção dos estudantes ou simplesmente gerará um processo de dispersão? Quais outras possibilidades de uso educacional do Twitter?

Essas questões são cada vez mais importantes. Isso porque o Twitter não é mais uma atividade de nerds e super-usuários da internet. O Twitter já ultrapassou 1 milhão de participantes, somente no Brasil. A tendência é crescer ainda mais. Além disso, o Twitter permite uma grande versatilidade de uso. Alguns dizem que se presta mais a divulgação de ideias e dicas. Na realidade, o Twitter pode ter usos muito mais variados. Algumas pessoas usam para expressar sentimentos, outras para cobrir eventos e algumas até para denunciar políticas ou políticos que consideram nefastos.

Para aprofundar um pouco as possibilidades de uso do Twitter no ensino formal, traduzi algumas ideias das pesquisadoras romenas Gabriela Grosseck e Carmen Holotescu, que em 2008 escreveram um documento intitulado “Can we use Twitter for educational activities?”, ou, “Podemos usar o Twitter para atividade educaionais?” Gabriela e Carmen exploraram questões pragmáticas sobre o potencial do Twitter como ferramenta educacional, baseando-se em suas próprias experiências. Uma primeira possibilidade é a criação de comunidades de alunos. A ideia é twittar em sala de aula ou fora dela sobre temas de interesse da disciplina.

Explorando a escrita colaborativa, é possível promover atividades de busca de conteúdo na rede e dispor as descobertas para os colegas. Tais buscas podem ser divertidas e as dicussões no próprio twitter podem ser bem proveitosas, mesmo que não sejam realizadas em tempo real. Os alunos podem realizar as suas postagens (twittar), endereçadas aos seguidores do perfil da sua turma, para perguntar e esclarecer dúvidas sobre o tema da pesquisa proposta pelo professor. Também podem refletir conjuntamente sobre a pertinência ou a compreensão coletiva de determinados fatos.

Minha sugestão é trabalhar com as #hashtags ou hashtags, quando se está pesquisando um tema. O processo é bem simples. A turma decide que todos que escreverem sobre aquele tema no início ou no final da postagem coloquem um identificador do assunto, ou seja, uma hashtag. Por exemplo: todo mundo que estiver participando da pesquisa sobre Machado de Assis deve incluir na frase a hashtag #machado. Com isso, depois basta clicar na hashtag para obter as postagens de todo mundo que escreveu algo sobre o autor. Assim, é possível resgatar toda a discussão, dicas, dúvidas e declarações realizadas.

A turma pode, inclusive, usar as postagens feitas no Twitter para editar um blog com um novo ordenamento das informações coletadas. Assim, dá para fazer uma análise crítica de todo o processo e requalificá-lo. A definição do tagueamento ou etiquetagem das postagens pode ser muito útil não só para recuperar informação, mas para definir exatamente o que a turma está procurando. Discutir o nome mais adequado da tag é, em si, um exercício não somente escolar, mas também que ajuda as pessoas a entenderem a importância da web semântica.

De volta às proposições das pesquisadoras romenas, o Twitter serve também para a classe debater com um cientista, personagem ou professor que está em outra cidade. Usando uma hashtag combinada com o convidado, que está à distância, a turma pode transformar o Twitter em “uma sala de conferência”. A dificuldade é coordenar o debate para que não seja uma “gritaria digital”. Mas essa é uma das situações que fazem parte do aprendizado do uso da ferramenta. Depois do debate online, em tempo real, os alunos podem recuperá-lo a partir da hashtag para uma análise posterior mais profunda.

Outro exercício bem interessante e divertido é levar a turma para a sala de internet e combinar que cada um deve imediatamente escrever a continuidade do texto do outro. Mas o tema deve ser aquele que está sendo estudado. Assim, é possível avaliar a compreensão e o desempenho de modo participativo. As sentenças devem fazer sentido para a correta compreensão do problema que está sendo estudado. O professor pode incentivar, postando uma frase ou pergunta inicial e as pessoas têm trinta segundos para escrever, seguindo uma ordem previamente combinada.

Entre as várias possibilidades de uso educacional do Twitter, coloco a do estudo do meio com o uso de celulares que têm câmera fotográfica e envio para o twitpic (http://twitpic.com/) – aplicação que permite expor as imagens que os twitters captaram. Aulas de geografia e jogos narrativos, tais como a história da sua rua ou do bairro, podem ser realizadas pela turma, que irá participar e analisar conjuntamente o processo.

Enfim, o uso do Twitter ou do identi.ca, um microblogging livre, no processo de ensino e aprendizagem, pode melhorar a integração dos alunos e incentivar a autonomia de pesquisa na rede e o compartilhamento de soluções. Sem dúvida, o uso da rede e do próprio nanoblogging
em sala de aula pode gerar dispersão e baixo aproveitamento se não for planejado e bem orientado. Por isso, o professor deve cada vez mais assumir a posição de um navegador experiente. É preciso superar o ensino verticalizado, centrado exclusivamente na hierarquia e encontrar novas formas de aprendizado em rede.


Sergio Amadeu da Silveira é sociólogo, considerado um dos maiores defensores e divulgadores do software livre e da inclusão digital no Brasil. Foi precursor dos telecentros na América Latina e presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Armadilhas que o inglês reserva aos brasileiros


Expressões Idiomáticas - Idioms

A Língua Inglesa possui algumas armadilhas para quem não a fala como língua materna, dentre elas estão as Expressões Idiomáticas (Idioms), que são figuras de linguagem onde um termo ou a frase assume um significado diferente do que as palavras teriam isoladamente. Assim, não basta saber o significado das palavras que formam a frase, é preciso olhar para todo o grupo de palavras que constitui a expressão para entender o seu significado. As Expressões Idiomáticas trazem conotações diferentes, que, na maioria das vezes, estão relacionadas às suas origens. É importante salientar que os idiomatismos não foram criados para serem armadilhas para os falantes estrangeiros, pelo contrário, elas tornam o Inglês Falado (Spoken English) mais natural. Relacionamos abaixo alguns exemplos de Expressões Idiomáticas mais usadas pelos falantes nativos da Língua Inglesa.

Act your age = Não seja infantil
All day long = O dia todo
Beyond a shadow of doubt = Sem sombra de dúvida
Blood is thicker than water = Os laços de família são mais fortes
Cross my heart = Juro por Deus
Everybody says so =Todos falam assim!
For goodness’ sake! = Pelo amor de Deus!
Good Lord! = Meu Deus!
Hand in Hand = De mãos dadas
I did quite well = Sai-me muito bem
Keep your eyes peeled = Fique atento
Leave it to me = Deixa comigo
Like hell! = Uma ova!
May I have the floor? = Posso falar?
Mum’s the word = Boca de siri
Never heard of = Nunca ouvi dizer
Never mind = Deixa prá lá / Não tem importância
Once and for all = De uma vez por todas
One never knows = Nunca se sabe
Pretty soon = Em breve
Quite a bit = muito, um montão, bastante, um bocado
Right over there = Logo ali
See you there = Até lá
Shoot the works = Manda brasa
Talk is cheap = Falar é fácil
Thank God = Graças a Deus
It is up to you = Você que sabe
You know best = Você é quem sabe
Take your time = Não se apresse
So far, so good? = Até aqui, tudo bem?
It is not your business = Não é da sua conta
To kick the bucket = Bater as botas / Morrer
How come? = Como é que pode?
How are you doing? = Como está?

Quer saber mais?

"Pitfalls - 500 Armadilhas da Língua Inglesa" (Disal Editora)

"Dicionario De Expressoes Idiomaticas Da Lingua Inglesa" - Maria Helena Schambil - Peter Schambil

Intercâmbio no exterior


Você trocaria os EUA pela Irlanda para aprender inglês?

Interessados em estudar inglês ou se aperfeiçoar após a graduação estão se voltando para a Irlanda com outros olhos. O país tem se apresentado como uma boa opção àqueles que desejam trabalhar e estudar, mas não conseguiram ou não quiseram enfrentar filas para vistos para a Inglaterra ou os EUA, países em que a burocracia ou a grande concorência podem dificultar a entrada no país.

O departamento de turismo confirma, com números, essa tendência. O número de brasileiros que foram à Irlanda estudar inglês em 2007 - 2.950 alunos - foi 3,5 vezes maior do que o registrado em 2006, quando foram contados cerca de 800.
A despesa com passagem aérea e curso, que fica por volta de US$ 4.500 (Veja a cotação do dólar em reais) para cursos de inglês de 25 semanas, faz com que a maioria dos estudantes prefira a opção que alia estudo e trabalho para pagar as despesas do dia-a-dia. "É uma forma de minimizar o investimento e ter mais contato com os nativos", diz o consultor de educação para a Irlanda, Peter OŽNeill.

Se você se animou com a possibilidade, OŽNeill aconselha: vá antes ou depois de julho e agosto, época de férias na Europa. "Nesse período, muitos estudantes europeus procuram trabalho temporário, e a prioridade é dada a eles", diz.

Além disso, o consultor ressalta a importância de o estudante ter uma reserva de dinheiro, de € 500 a € 1.000, além da quantia mínima exigida (€ 1.000): "ter reserva é bom para o caso de o estudante não conseguir emprego imediatamente", completa.
Menos burocracia

Para estudar durante até três meses na Irlanda, não é necessário providenciar visto no Brasil. O estudante, nesse caso, pode ficar como se estivesse a turismo (turistas brasileiros não precisam de visto para entrar na Europa), basta apresentar a documentação exigida.

Para permanências mais longas, é necessário se registrar no departamento de imigração do país.

Cláudia Martins, gerente de comunicação da STB (Student Travel Bureau) diz que o baixo custo de vida em relação à Inglaterra e a hospitalidade dos irlandeses também são chamarizes aos estudantes: "o boca-a-boca tem efeito importante na hora de escolher e quem vem de lá quase sempre fala bem da experiência".
Mais barato que na vizinha inglesa

Enquanto na Inglaterra são necessários cerca de € 820 (650 pounds) para as despesas do mês, na Irlanda o estudante deve gastar por volta de € 600. E a possibilidade de renda também é mais atrativa na Irlanda - o ganho médio mensal é de € 692 (o salário mínimo irlandês é de € 8,65 por hora). Já na Inglaterra, o salário mensal fica em torno de € 577, uma vez que o mínimo inglês para maiores de 22 anos é de 5,73 pounds/hora.

A estudante de secretariado Camila Perseghin, 26, ficou durante um ano no país, entre 2005 e 2006. "No começo era difícil entender o inglês deles, que é o mais rápido da Europa", definiu. Depois de um mês distribuindo currículos, começou a trabalhar como caixa de supermercado: "com o salário que ganhava, pagava minhas despesas e até guardava dinheiro".

Camila ressalta a importância de continuar em contato com a língua para não perder a fluência: "como não uso inglês aqui no Brasil, estou sempre estudando por conta própria". Ela diz ainda que o estudante deve ter certeza da confiabilidade da escola de inglês. "Cuidado com as escolas 'fazedoras de visto', procure indicação com alguém que foi para lá", aconselha.

Educação para estrangeiros na Irlanda

Cerca de 150 mil pessoas vão à Irlanda por ano para estudar inglês. Mais de 100 escolas oferecem cursos de aperfeiçoamento no idioma. Ao escolher a escola, é importante verificar se ela é filiada a associações como a Acels (Advisory Council English Language Schools) e a Mei-Relsa, associação que engloba 64 escolas de "alta qualidade" na Irlanda.

É possível também realizar exames de certificação em proficiência em inglês, como o Toefl (Test of English as a Foreign Language), o CPE (Certificate of Proficiency in English) e o Ielts (International English Language Testing System).

No nível superior, a Irlanda se destaca na área tecnológica. O país possui nove universidades públicas que oferecem desde cursos de graduação até cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Turismo literário


O Turismo literário é uma modalidade de turismo cultural que se desenvolve em lugares relacionados com os acontecimentos dos textos de ficção ou com as vidas de seus autores. Isto poderia incluir seguir a rota de uma personagem de ficção em uma novela, visitar os palcos em que se ambienta uma história ou percorrer os lugares vinculados à biografia de um novelista.
Aos turistas literários interessam-lhes os lugares que têm inspirado um texto, bem como os lugares criados pelos textos literários. Para ser um turista literário só são necessárias uma obra de ficção e uma mente inquisitiva. Existem guias literários, mapas literários, e viagens organizadas que podem resultar de utilidade.
Além de visitar os lugares relacionados com a obra e o autor, os turistas literários com freqüência participam no chamado turismo de livraria, visitando as livrarias locais em procura de livros relacionados tanto com o lugar que se visita como com outras obras e autores da região.
Melhores cidades do mundo para o turismo literário segundo levantamento divulgado pela agência Reuters. Entre parênteses, grandes escritores ligados a cada uma delas.
1 – Londres, Inglaterra (John Keats)
2 – Stratford-upon-Avon, Inglaterra (William Shakespeare)
3 – Edimburgo, Escócia (Arthu Conan Doyle)
4 – Dublin, Irlanda (James Joyce)
5 – Nova Iorque, Estados Unidos (Arthur Miller)
6 – Concord, Estados Unidos (Louise May Alcott)
7 – Paris, França (Victor Hugo)
8 – San Francisco, Estados Unidos (Allen Ginsberg)
9 – Roma, Itália (Virgílio)
10 – São Petersburgo, Rússia (Fiódor Dostoiévski)


Dublin, cidade literária
A nomeação de Dublin como Cidade Literária pela Unesco, no final de junho, só veio confirmar a vocação da cidade como destino para os aficionados por literatura. E o website lançado em função do título auxilia o turista que busca atrações literárias na cidade. Não que seja difícil encontrá-las _da estátua de Oscar Wilde, sobre uma pedra na Marrion square, até placas de patrimônio indicando que em tal casa viveu algum grande nome das letras, é difícil passear por Dublin e ignorar sua herança literária.
E tal herança não é pequena _ na cidade nasceram três prêmios Nobel de literatura _William Butler Yeats (1865-1939), Samuel Beckett (1906-1989) e George Bernard Shaw (1856-1950)_, além de nomes de peso como o próprio Wilde (1854-1900), Jonathan Swift (1667-1745) e James Joyce (1882-1941), talvez o nome literário mais ligado à capital irlandesa, que festeja sua obra mais famosa, "Ulisses", anualmente, no dia 16 de junho. A comemoração se repete na mesma data em vários países, incluindo o Brasil.
Paras preparar seu tour literário em Dublin, comece pelo site do órgão oficial de turismo da cidade que elenca atrações ligadas ao mundo literário, como o museu de James Joyce e o Museu dos Escritores e tours dedicados ao assunto. A Biblioteca Nacional da Irlanda abriga, desde 2006, uma exposição sobre a vida e a obra de Yeats, imperdível para fãs do poeta. Se você não pode ir a Dublin, mas é fã de Yeats, aproveite a versão virtual da exposição no site da biblioteca.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Espaços Literários em Salvador


Espaço Cultural e Livraria Café Cogito
Localizado no Shopping Colonial, Barris, em frente à Biblioteca Central da Bahia, o empreendimento tem o objetivo de ser uma nova alternativa de espaço para realização de debates e reflexões sobre temas relacionados à arte, literatura, cultura, filosofia e educação.
Rua General Labatut, 137, Barris. Telefone: 3013-8991

Livraria Tom do Saber
Em um ambiente anexo ao restaurante Tom do Sabor, e com portas abertas para ele, funciona a livraria Tom do Saber, que possui um selecionado catálogo de livros com ênfase em literatura, estética, história, sociologia, filosofia, antropologia, ciência política, cinema, teatro, dança e gastronomia
Rua João Gomes, 249 – Rio Vermelho

Saraiva Mega Store do Shopping Salvador
confira a programação: http://www.saraivaconteudo.com.br/Blog.aspx?filtro=3

Redes Sociais - Orkut e Facebook - a nova onda na vida de estudantes de toda idade!



O Orkut e o Facebook apresentam para a educação a oportunidade de entrar em um campo cheio de informações e de atingir a maioria dos adolescentes e jovens.

O Orkut e o Facebook são, antes de tudo, softwares criados para relacionamento, interação, colaboração e troca de ideias e devemos estar atentos a esses princípios quando resolvemos conhecê-los mais de perto e investir neles. Basicamente o trabalho com os dois são o mesmo, só que existem possibilidades dentro de um que não existem no outro, como postar fotos dentro dos grupos de discussão, ou das páginas temáticas, como o Facebook por exemplo, ferramenta que o Orkut ainda não possui.
Desses, o mais conhecido e utilizado no Brasil é o Orkut, por isso caso a escola resolva investir nessas redes sociais, melhor que o faça nele para depois tentar o Facebook.
Essas redes sociais apresentam ferramentas como grupos de discussão (ou comunidades) com diversos temas educacionais. Por exemplo, na rede social Orkut encontra-se mais de mil comunidades sobre Matemática. Dentre elas, está a chamada “Eu amo matemática”, em que existem mais de 90 mil membros, com tópicos de discussão que giram em torno da resolução e explicação de teorias e problemas matemáticos. Os membros postam suas dúvidas e são auxiliados por professores e alunos que gostam e entendem da disciplina.
Visto desse ângulo, muito dos conteúdos expostos nessas redes sociais são os mesmos tratados em sala de aula, porém, nelas, os conteúdos são tratados de maneira colaborativa, pois tanto alunos como professores podem dar suas opiniões e apresentar suas dúvidas sem medo e com a certeza de que serão ajudados.
Outra ferramenta são os APPS, aplicativos produzidos por empresas, que podem ser adicionados aos perfis dos usuários e muitos deles podem ser utilizados por grupos. Existem jogos disponíveis nessas redes que envolvem cálculo matemático e exigem boa comunicação. Esses aplicativos podem ser utilizados em sala de aula para ajudar a explicar alguns conceitos como cálculo, tipo de escrita, conhecimentos gerais, inclusive História e Geografia.
Um dos aplicativos mais acessados atualmente na rede Orkut é o “Colheita feliz”. Nele, o jogador pode ter uma fazenda de verdade, invadir a fazenda de seus amigos para “roubar” frutos ou ajudá-los a manter a plantação livre de pestes e pragas. Pode, ainda, comprar novas terras e aumentar sua plantação. Se o professor estiver disposto a conhecer o aplicativo, pode explorar muitos conceitos, dentro do programa, que são trabalhados em aula e ainda vai contar com o interesse dos seus alunos em sala.
O Orkut é um dos ambientes virtuais mais acessados hoje por esses jovens e até mesmo por crianças e embora seja “proibido” e discutível a participação de menores nos sites de relacionamento, o fato é que eles estão lá, on-line, nessas redes sociais.
Se o professor não conseguir compartilhar com os alunos a mesma cultura, não consegue estabelecer um diálogo. Precisam se integrar a essa realidade porque os desafios são numerosos e constantes; é essencial apropriar-se da funcionalidade e da essência dos objetos e ambientes virtuais de aprendizagem, aproveitar da vivência e experiência dos alunos com os diversos softwares para incorporar a cultura digital e virtual e aprimorar a sua prática.
A escola e ou outras instituições voltadas à Educação necessitam permear os processos de ensino e aprendizagem desses recursos midiáticos. O trabalho com as tecnologias precisa ser em equipe, porque se apenas um professor responder pelo conhecimento do processo e da mídia, os outros tendem a se desinteressar pelo assunto.
Nesse ambiente virtual tem-se a possibilidade de criar perfis ou comunidades para se aproximar mais de seu público-alvo, mas deve-se tomar cuidado e ter sempre alguém atento a esse aspecto para que não sejam postados assuntos que possam denegrir a imagem da instituição. A escola deve também criar uma comunidade adequada ao público que quer atingir. Se for para público jovem, deve manter a comunidade ativa e com notícias e desafios que interessem a esses jovens. Se for para os pais, a mesma abordagem, ou seja, os assuntos devem ser de interesse para eles. É importante lembrar que esse é um espaço de colaboração e discussão, então, caso a instituição não esteja disposta a ouvir e responder aos tópicos de discussão, pode criar uma ferramenta contra e não a favor.
Além de aproveitar os grupos de discussão e os aplicativos já existentes, os professores podem criar comunidades próprias para suas turmas com temas relacionados à sua disciplina, ou à comunidade de uma determinada turma, ou até mesmo da escola. Nesta, podem ser postadas dúvidas e colaborações sobre os temas expostos em sala de aula, o que só funcionará bem se o professor direcionar o uso dos meios de comunicação, criar regras de utilização e estiver disposto a acompanhar de perto o andamento da comunidade.
É conveniente, mesmo sendo uma comunidade moderada - na qual os membros podem ser ou não aceitos pelo moderador -, que outras pessoas com interesse nos mesmos assuntos possam entrar e discutir com a turma. Esse processo aumenta a vontade de colaboração e de exposição de ideias, pois eles percebem a curiosidade e o empenho não só dos colegas, mas de pessoas desconhecidas e podem se sentir mais motivados a interagir. E também por esse motivo, a presença do professor responsável é importantíssima para filtrar pessoas com más intenções e afins...
As pessoas, de maneira geral, gostam de se sentir úteis e de transmitir os conhecimentos que possuem e a Web hoje é o grande meio para isso. Vamos começar?

Quer saber mais sobre as redes sociais Facebook e Orkut? Acesse:
. Acesso em: 30. mar. 2010.
. Acesso em: 30. mar. 2010.
Quer saber mais sobre as principais diferenças entre Orkut e Facebook? Acesse:
. Acesso em: 31. mar. 2010.

Fonte: http://www.editorapositivo.com.br/editora-positivo/professores-e-coordenadores/para-sala-de-aula/tecnologia-educacional/leitura.html?newsID=e9d50d1f117340afa7a1486521c7927b

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O que você acha: o iPad e o Kindle vão matar o livro impresso?


No Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2008, um especialista fez conjecturas sombrias sobre os principais acontecimentos dos próximos 15 anos no mundo. Um deles é o fim do livro.
O escritor Umberto Eco e o roteirista francês Jean-Claude Carrière refletem a respeito do futuro do livro
Um dos principais roteiristas de cinema da atualidade, o francês Jean-Claude Carrière – parceiro freqüente do diretor Luis Buñuel (“Esse obscuro objeto de desejo”) – parte desse ponto para refletir com o escritor italiano Umberto Eco (“O nome da rosa”) e o jornalista Jean-Philippe de Tonnac sobre o que a revolução tecnológica reserva para esta que é essa uma das maiores aventuras humanas: o livro.
Com os leitores de livros eletrônicos e os tablets – especialmente o Kindle, iPad e similares -, o livro impresso está fadado à extinção?, perguntam-se Carrière e Eco, também bibliófilos e amantes da palavra escrita.
Passeio pela cultura
Provocadora, a questão permeia silenciosamente a conversa entre eles em “Não contem com o fim do livro” (Editora Record), mas não é a principal preocupação deles. É antes um pretexto para uma viagem pela história do livro e da cultura ao longo dos séculos.
Mediados por Tonnac, Eco e Carrière valem-se das interrogações diante do futuro do livro impresso para, primeiro, reiterarem a certeza da sobrevivência de uma invenção que sobreviveu à Inquisição e outras fogueiras. E – aqui está a meu ver o grande achado dos diálogos entre Eco e Carrière – uma reflexão sobre as escolhas que a civilização fez a respeito de sua própria memória, ou seja, as razões que levaram o homem a preservar para a posteridade certos livros e autores em detrimento de outros e, assim, perpetuar uma certa visão de si mesmo.
Para eles, a cultura é, nesse sentido, tudo aquilo que ficou, em substituição ao que foi lançado no esquecimento. Numa época marcada pela revolução tecnológica e transformações profundas no comportamento da sociedade, não deveríamos nos fazer a mesma pergunta?

Livro eletrônico
É preciso alertar que “Não contem com o fim do livro” é uma homenagem ao livro sem com isso renegar os avanços tecnológicos, que nem Eco nem Carrière negam ou atacam. Articulador das conversas entre os dois intelectuais, o jornalista Tonnac resume bem o pensamento dos dois intelectuais sobre a questão:
“…se o livro eletrônico terminar por se impor ao livro impresso, há poucas razões para seja capaz de tirá-lo de nossas casas e de nossos hábitos; o e-book não matará o livro – como Gutenberg
(criador da forma moderna de impressão e responsável pela publicação do primeiro livro da história, a Bíblia ) e sua genial invenção não suprimiram de um dia para o outro o uso dos códices, nem este, o comércio dos rolos de papiros…”
“O filme matou o quadro? A televisão, o cinema? Boas-vindas às pranchetas e periféricos de leitura que nos dão acesso, através de uma única tela, à biblioteca universal doravante digitalizada”, escreve Tonnac no prefácio.
A finalidade das conversas entre Jean-Claude Carrière e Umberto Eco não era instituir sobre a natureza das transformações e perturbações talvez anunciadas pela adoção em grande escala (ou não) do livro eletrônico. Suas experiências de bibliófilos – colecionadores de livros
raros e antigos, pesquisadores e farejadores de incunábulos – os faz antes aqui considerar o livro , como a roda, uma espécie de perfeição insuperável da ordem do imaginário”, argumenta Tonnac.
Veja abaixo um pouco mais sobre o que Carrière e Eco pensam sobre internet, livros eletrônicos e escavações literárias ao redor do mundo.
Carrière: “…a questão a saber é se a evaporação definitiva do livro, se ele de fato vier a desaparecer, pode ter conseqüências, para a humanidade, análogas às da escassez de prevista da água, por exemplo, ou de um petróleo inacessível.”
Eco: “Na realidade, há muito pouca a dizer sobre o assunto. Com a Internet, voltamos à Era alfabética. Se um dia acreditamos ter entrado na civilização das imagens, eis que o computador nos reintroduz na galáxia de Gutenberg, e doravante todo mundo vê-se obrigado a ler. Para ler, é preciso um suporte. Esse suporte não pode ser apenas o computador. Passe duas horas lendo um romance diante de um computador, e seus olhos viram bolas de tênis”.
Carrière: “…nunca tivemos tanta necessidade de ler e escrever quanto em nossos dias. Não podemos utilizar um computador se não soubermos escrever e ler. E, inclusive de maneira mais complexa que antigamente, pois integramos novos signos, novas chaves. Nosso alfabeto expandiu-se” .
Eco: “Continuo simplesmente a me perguntar se, mesmo com a tecnologia mais bem adaptadas às exigências da leitura, será viável ler Guerra e Paz (Leon Tolstói) num e-book. Veremos. Em todo caso, não poderemos mais ler os Tolstói e todos os livros impressos na pasta de papel, pura e simplesmente porque eles já começam a se desfazer em nossas estantes. Os livros da Gallimard e da Vrin dos anos 1950 já desapareceram em grande parte.”
Carrière: “Quando surgiu o DVD, achamos que tínhamos finalmente a soluçãoideal que resolveria para sempre nossos problemas de armazenamento e acessibilidade (…) Nada disso. Agora nos anunciam discos num formato mais reduzido, que exige a aquisição de novos aparelhos de leitura, e que poderão conter, como no caso do e-book, um número considerável de filmes. Os bons e velhos DVDs serão jogados às traças, a não ser que conservemos velhos aparelhos que nos permitam projeta-los”.
Eco: “A aceleração contribui para a extinção da memória. Este é provavelmente um dos problemas mais espinhosos de nossa civilização (…) inventamos diversos instrumentos para salvaguardar a memória, todas as formas de registro, de
possibilidades de transportar o saber – é provavelmente uma vantagem em relação à época em que era necessário recorrer a mnemotécnicas, as técnicas para lembrar, pura e simplesmente
porque não era possível ter à sua disposição tudo o que convinha saber.”
E você, o que acha? Os leitores de livros eletrônicos e os tablets são uma ameaça ou aliados do livro? De que maneira as novas plataformas de leitura podem mudar a forma como nos relacionamos com o conteúdo escrito? Podem ser um estímulo a mais para que as novas gerações adquiram o prazer da leitura? Leremos mais? Menos? Leremos?
http://idgnow.uol.com.br/blog/navedigital/2010/08/04/conversas-sobre-ipad-kindle-e-o-possivel-fim-do-livro/